A luz da lua se envaidece
Quando invade teu misterioso quarto
E revela a nudez plena das deusas
Exposta no sacrário de um leito confidente
Estendida sobre maciez da seda
Desafias com os seios arfantes
A inocência débil do feliz amante
Que se encrava em teu pecado santo
Recende de tuas entranhas o gozo
Festejando a suavidade do encontro
Festejando a suavidade do encontro
Das almas enternecidas pelo prazer
De cada beijo doce
Escondes nas curvas desejos tantos
Gestos moços e atrevidos
Guardados num coração refeito
Em cada abraço vivido
Entregas o corpo ao entrelace
Compassiva como as águas mansas
E te revelas esplêndida e inteira
Ao imensurável e frêmito desejo
Descerras o ventre ansioso
Para acolher o beijo profano
E embeber-se na seiva vital
Que se escapa da ânsia
Depois adormeces no cansaço
Que se escapa da ânsia
Depois adormeces no cansaço
E com a alma em regozijo
Terás encantado a lua
Que fugiu intimidada
vc é demais
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