domingo, 22 de maio de 2011

Estranho querer - Silveira Rocha




Estranho esse meu jeito insistente de querer-te tanto, de te guardar na mente, sempre, como pensamento único

Sinto que peco de gula, quando meu olhar te consome a imagem, e que corro risco iminente em cada toque de tuas mãos

Não sei ao certo o que dizem os nossos olhos quando se encontram. Porém, percebo que minha alma conversa com a tua como antigas conhecidas

Vieste a mim com passageiro oculto, numa invasão perfeita do meu corpo-alma. Domaste toda a minha natureza e essa estranheza do meu jeito de querer-te, sei que não terá fim.




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