"A poesia é a carta aberta do coração à emoção de outrem. É a revelação da alma do poeta e segregação do encanto que chega aos olhos da paixão como colírio, e à alma como bálsamo" Silveira Rocha
domingo, 9 de outubro de 2011
Como você é
Tem horas que eu paro e todo o mundo para comigo e se une ao meu sentimento de saudade de você.
Aonde estás com tua sutileza marcante, com teus olhos penetrantes, com tuas mãos suaves, com tua boca ardente e teus cabelos sedosos?
Para onde levaste o encanto que acendia a luz do meu olhar, a boca que me saciava à sede, os abraços que me faziam sonhar e o calor da pele, que aquecia nas noites frias do tempo que parecia sem fim?
O tempo nos separou, o vento nos tangeu sem rumos, a solidão nos castiga, porém, sei que o teu coração, assim como o meu, sente um vazio do tamano do nosso desejo. Eu sei que a tua boca, assim como a minha, repete o nosso nome, e o que o teu pensamento, tal qual o meu, guarda as imagens de tudo o que vivemos e dissemos.
Eu sei que vou te amar pra sempre, pois ao partir, levaste somente o teu corpo e deixaste a tua alma em mim. Sei que um dia virás buscá-la, e ai levarás também a minha, pois de nada adianta viver sem sentir o que mais se deseja, sem ter as mãos que mais me acariciaram, sem o riso que mais me encantou, sem ter a boca que melhor me beijou, sem ter você, que mais me amou.
A noite chega e pronuncia a tua saudade na minha solidão. A tua imagem invande meu quarto, perfuma o ambiente, e eu posso sentir o teu toque me arrepiar à pele e tuas palavras invadindo o meu ser, seduzindo a minha alma, gritando meu nome, até que eu adormeça e renove o sonho de cada dia, que é ter você de volta à minha vida, que morreu quando o teu olhar fugiu do meu.
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